SISMA participa de paralização contra os cortes na educação

Na tarde desta quarta (15), servidores da Saúde Estadual e representantes do SISMA-MT se reúniram com Servidores da Área da Educação, Estudantes, várias Entidades Sindicais, além de cidadãos que se agregaram ao movimento de protesto (e paralisação da área educacional) contra o bloqueio/contigenciamento de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), na praça Alencastro, no Centro da Capital.

O ato fez parte de uma mobilização nacional em defesa da educação no país, após o anúncio de cortes feito pelo Ministério da Educação. De acordo com os representantes das instituições, com o corte/contingenciamento de 30% na educação, universidades e institutos não terão como funcionar.

O protesto – que também acontece em vários municípios brasileiros – reúne em Cuiabá pelo menos 5 mil estudantes das redes municipal, estadual e federal, segundo a Polícia Militar e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), além de outros sindicatos que apoiam o movimento como o Sindicato dos Servidores da Saúde de Mato Gosso – SISMA.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram contingenciados 24,84% do seu orçamento. Em Mato Grosso, houve retenção de R$ 31,8 milhões do orçamento do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Já a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu R$ 34 milhões.

“Esses cortes vão culminar na precarização do ensino público e, possivelmente, no fechamento das instituições públicas”, declarou o estudante Vinicius Ricalde, membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT.

“Hoje a UFMT parou. Não teve aula, junto com os técnicos e professores. Porque agora isso está mexendo com a nossa vida. Não é só mais um restaurante universitário, que é pelo que a gente lutou algum tempo atrás. Agora é pela manutenção das portas abertas da universidade. Eu acho que hoje trouxemos comoção, trouxemos revolta e indignação. Agora, a gente está presente na luta”, afirmou William Vieira, coordenador-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMT.

Com palavras de ordem como “Bolsonaro, fala a verdade, a Educação nunca foi prioridade”, os manifestantes deixaram a praça e percorreram toda Avenida Getúlio Vargas, passando pela Isaac Póvoas e retornando para a Praça Alencastro.

Para o Presidente do SISMA-MT, Oscarlino Alves, a participação na manifestação em prol do ensino público e contra a reforma da previdência é uma luta de toda a sociedade que vem sendo atacada sem trégua em seus direitos fundamentais, direitos esses conquistados com muita luta, nas ruas e através de articulações da sociedade civil organizada quando da construção da constituição federal em 1988.

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