SISMA notifica SES a respeito da testagem dos profissionais de saúde para COVID-19

O sindicato vem acompanhando as recomendações e orientações (boletins epidemiológicos e Notas Técnicas) que vem sendo publicadas pela Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde, desde o início da pandemia.

A diretoria juntamente à assessoria jurídica vem realizando diariamente o cruzamento das normativas (Decretos do governo) com as orientações das autoridades sanitárias no tocante a saúde e segurança no trabalho.

Em virtude disso, foram inúmeras notificações formais com poucos retornos por parte da SES/MT, a partir disso são várias denúncias aos órgãos de controle e ações judiciais na justiça do trabalho e comum, com foco na proteção e cuidados com os profissionais da saúde, seja nas áreas finalisticas ou administrativas.

Mesmo com liminar favorável na justiça do trabalho o SISMA tem enfrentado muita dificuldade na liberação do grupo de risco, chegando ao ponto dos profissionais terem seus processos de afastamentos indeferidos agora, mas que no início da pandemia foram deferidos. Existindo inclusive uma demora na resposta por parte do médico do trabalho, obrigando servidores na dúvida se arriscarem no corte de ponto ou de retornarem ao local de trabalho.

Os equipamentos de proteção individual ainda são de baixa qualidade, a exemplo de máscaras caseiras (fora da especificação) que ainda estão sendo distribuídas nos hospitais regionais.

A carga horária diária em dois turnos de 6 horas, totalizando 12 horas diárias nas áreas administrativas se demonstrou pesada, ineficaz e perigosa, pois neste momento da pandemia estão surgindo vários focos de contaminação nestas unidades.

O sindicato recebeu a informação que no prédio onde funciona o nível central da secretaria de estado de saúde (localizado no CPA) já apresenta alguns casos positivos para COVID-19, e mesmo assim está em plena reforma interna e externa, com ruídos ensurdecedores o dia todo das lixadeiras e serras-fitas produzindo um pó insuportável, com vários trabalhadores (operários) trafegando no interior do recinto. E para completar algumas salas ainda acumulam trabalhadores no mesmo horário.

A SES foi questionada no dia 14/5 a respeito do fluxo que está sendo utilizado na questão dos casos de profissionais que apresentem sintomas, seus respectivos afastamentos (quarentena) e testagem.

Respondeu no dia 27/5 com um conjunto de explicações técnicas advindas das áreas da vigilância em saúde (anexos), com explicações da metodologia de testagem para COVID-19, com os tipos de testes que estão sendo usados, frequência da testagem  em função do período de incubação do vírus frente a eficácia dos mesmos na detecção.

Além disso, foi explicado que estão seguindo os protocolos apenas nos casos dos profissionais que apresentam sintomas para a doença, com previsão de isolamento (quarentena de 14 dias) e testagem nestes casos, onde os demais colegas do setor passam a serem monitorados, mas permanecendo em atividade normal.

Por fim foi solicitado a SES que façam uma melhor divulgação (em linguagem simples), que proporcionem o conhecimento por parte dos profissionais da saúde a respeito do fluxo a ser seguido para o atendimento em caso de se apresentarem sintomáticos (afastamentos e testagens), bem como da rede de serviços a disposição destes que precisem utilizar a rede SUS.

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