SISMA e outros representantes se unem em defesa do concurso público

O Sindicato dos Servidores da Saúde (SISMA/MT), representantes do legislativo estadual e municipal, Associação de Amigos do Autista do Estado de Mato Grosso (AMA), estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além do Sindicato dos Professores da UFMT se uniram nesta, segunda-feira, dia 14, em manifestação quanto as irregularidades apresentadas nos processos seletivos lançados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e em defesa da realização do concurso público.

O protesto foi realizado no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSI), uma das unidades afetadas pela desvinculação dos profissionais contratados que prestam serviço há mais de 10 anos.

“A saúde só se realiza por meio de serviço de qualidade e a base da qualidade é o trabalho humano e em algumas áreas como, por exemplo, na saúde o trabalho humano é mais especial e necessário, pois deve ocorrer ao longo da vida, porque depende da construção de vínculo e laço e na atenção a saúde mental isso é essencial, uma relação de confiança ao longo do tempo, entre o familiar, paciente e o serviço de saúde. O CAPSI não pode ser desrespeitado da forma como está sendo, os profissionais que se dedicam ao cuidado mental dessas crianças e adolescentes ser descartados como a SES pretende. Iremos lutar contra isso”, indagou o deputado estadual, Ludio Cabral.

“Estamos diante da perda de um trabalho que desenvolvemos há mais de 10 anos com os profissionais do CAPSI, Estamos diante do desmonte das equipes de atendimento do psicossocial, temos que dizer não a perda de vínculo dessas crianças que estão em tratamento, ao destrato com essa equipe que vem realizando um trabalho sério e consistente juntos conosco, pois a unidade é campo de estágio aos alunos, aqui eles aprendem com esses profissionais”, destacou a professora da UFMT, Adriana Rangel.

O SISMA não compactua com o desmantelamento das equipes e luta incansavelmente pela realização do concurso público. “Nós estamos diariamente buscando apoio junto aos parlamentares e a sociedade civil organizada, bem como as representações das categorias de profissionais da saúde pública de Mato Grosso. Hoje estamos aqui reivindicando que a gestão estadual tenha um olhar diferenciado para esses profissionais que serão desligados do serviço depois de 10 anos ou mais de serviços prestados. Reforçamos que o Sisma não é contra a contratação de novos profissionais, nossa indignação e necessidade de mobilização se deve ao fato de que a gestão desconsidera todo trabalho de longos anos, sobretudo na saúde mental, uma vez que os serviços de longa duração necessitam de um vínculo entre o paciente, o profissional e a família envolvida e essa rotatividade dos profissionais prejudica todo esse processo” ressaltou a presidente do SISMA Carmen Machado.

Ficou estabelecido que as próximas mobilizações serão realizadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e Câmara Municipal de Cuiabá.

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