Sem concurso na saúde há 2 décadas SISMA “comemora” o descaso em praça pública

Em alusão ao Dia Nacional de Mobilização, Paralisação e Manifestações, o Sindicato dos Servidores Público da Saúde de Mato Grosso (SISMA-MT), junto ao Fórum Sindical do Estado de Mato Grosso realizou, ato de protesto cobrando demandas colegiadas.

O movimento teve como objetivo mostrar para a sociedade, bem como para os poderes executivo e legislativo. A importância do serviço público, a atual situação das categorias no Estado e a insatisfação com a atual gestão estadual.

O SISMA fez um bolo de quatro metros, como forma de protesto, para “comemorar”, os 20 anos sem concurso público na Secretaria Estadual de Saúde. “Sem dúvida nenhuma, os servidores da saúde foram os que mais atuaram nessa pandemia. Nós demos um show de excelência no atendimento e não somos valorizados. Mais do que nunca, ficou explícita a necessidade de mais trabalhadores na saúde”, ressaltou a presidente do SISMA e coordenadora do Fórum Sindical, Carmen Machado.

A sindicalista, complementou, falando diretamente para a gestão estadual: “Não é verdade quando o governador diz que não existe pauta comum entre as categorias do Executivo. Nós temos o Reajuste Geral Anual (RGA), confisco dos aposentados e pensionistas, essas pautas são colegiadas. Nós temos vivenciado uma era de desmonte, uma tentativa de desmobilizar todas as categorias de trabalhadores. Não é possível que esses profissionais, que tanto ajudaram a construir esse Estado, sejam penalizados”.

“A reposição salarial que nós reivindicamos hoje é de, no mínimo, repor a inflação do período. Por exemplo, no ano passado, o aumento medido pelo IPCA foi de 10,06% e o governo pagou 7%. Ou seja, nem sequer repõe a inflação de 2021, nem de 2020 e 2019. Em relação a 2018, tem uma lei aprovada na Assembleia Legislativa, que até agora o Governo também não cumpriu. Falta restituir cerca de 4% daquela lei. Enquanto isso, o governo diz que tem superávit de 2 bilhões”, pontuou o sindicalista Domingos Sávio.

A representante do Sindicato dos Profissionais de Nível Superior do Sistema Penitenciário, Eunice Teodora dos Santos, cobrou o chamamento dos classificados no último concurso da categoria. “A atual gestão não chamou até hoje candidato que foi classificado. O estudo para fazer esse concurso, que é de 2015, falava que o Sistema Penitenciário precisava de 470 servidores. Já estamos em 2022, sete anos depois, temos 226 profissionais de nível superior. Se à época precisávamos de 470, imagine agora”, explicou a psicóloga.

A vereadora Edna Sampaio marcou presença no ato de protesto. “Estamos na luta há muito tempo e infelizmente estamos vivendo um momento de triunfo do capital. O que estamos vendo no Brasil é algo inédito e sem precedentes na história. Somos a pedra no sapato desses que governam e que representam esse capital. Estamos aqui hoje, defendendo a democracia”, disse.

 

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