O SISMA-MT participou, por meio da vice-presidente Ester Reis, da reunião realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para discutir alternativas ao endividamento dos servidores públicos estaduais e os estudos envolvendo a utilização de recursos do MT Prev em operações relacionadas aos empréstimos consignados.
O encontro reuniu parlamentares, representante do MT Prev e entidades sindicais para debater medidas que possam ajudar milhares de servidores que enfrentam dificuldades financeiras decorrentes dos empréstimos consignados e das denúncias de irregularidades investigadas nos últimos meses.
Durante a reunião, o deputado Wilson Santos demonstrou preocupação com a demora na apresentação de soluções concretas para os servidores afetados. Segundo ele, mais de 60 mil trabalhadores convivem atualmente com problemas relacionados ao superendividamento.
O parlamentar também informou que uma comissão de deputados deverá buscar esclarecimentos junto ao Ministério Público e demais órgãos envolvidos para compreender os motivos da lentidão na resolução do problema. Wilson chegou a afirmar que, caso sejam identificadas omissões ou descumprimento de responsabilidades por parte de agentes públicos, o caso poderá resultar em apurações mais profundas.
Representando os servidores da saúde dentro do debate, o SISMA-MT reforçou a necessidade de que qualquer medida voltada à renegociação das dívidas seja construída com segurança jurídica e responsabilidade.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, destacou que a situação dos consignados tem provocado impactos profundos na vida de muitos servidores da saúde.
“Estamos falando de trabalhadores que dedicaram suas vidas ao serviço público e hoje enfrentam uma situação financeira extremamente difícil. É necessário encontrar soluções, mas essas soluções precisam proteger o servidor de hoje sem comprometer a aposentadoria do servidor de amanhã”, afirmou.
Mesquita também ressaltou que a crise dos consignados exige não apenas medidas de auxílio financeiro, mas também a continuidade das investigações sobre possíveis abusos cometidos contra os servidores.
“O servidor não pode ser responsabilizado sozinho por uma situação que está sendo investigada. É fundamental que as apurações avancem e que eventuais responsáveis respondam pelos prejuízos causados aos trabalhadores”, destacou.
O SISMA-MT seguirá acompanhando as discussões e cobrando que qualquer medida construída para enfrentar a crise dos consignados tenha como prioridade a proteção dos servidores, a transparência dos processos e a preservação dos recursos previdenciários que pertencem ao funcionalismo público estadual.