Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O deputado estadual Paulo Araújo fez duras críticas ao avanço da terceirização na saúde pública de Mato Grosso durante fala no plenário da Assembleia Legislativa (ALMT). O parlamentar afirmou que existe um procedimento em andamento dentro da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para contratação de empresas terceirizadas com objetivo de fornecer mão de obra para hospitais regionais e escritórios regionais da saúde.
Durante o pronunciamento, Paulo Araújo destacou que não irá aceitar novas terceirizações enquanto existe concurso público vigente na Secretaria Estadual de Saúde. Segundo ele, toda a necessidade técnica de profissionais para as unidades estaduais já foi prevista durante a realização do concurso público da SES.
“Nós não vamos admitir terceirização, tendo em vista que tem um concurso vigente da Secretaria de Estado de Saúde. Nós não vamos aceitar”, afirmou o deputado.
O parlamentar também criticou a possibilidade de contratação de profissionais sem concurso público, por meio de empresas terceirizadas, especialmente em período eleitoral. Segundo ele, o processo teria sido iniciado ainda na gestão anterior da Secretaria de Saúde e envolveria salários elevados para atender demandas que poderiam ser supridas com a convocação dos aprovados no concurso estadual.
Paulo Araújo ainda conclamou os demais deputados estaduais a acompanharem a situação e cobrarem do Governo do Estado o chamamento dos concursados da saúde. “Nós deputados estaduais devemos reforçar a cobrança para que os profissionais que passaram no concurso público possam ser chamados o mais rápido possível”, declarou.
A fala reforça um posicionamento que o SISMA-MT já vem defendendo há anos: o sindicato é contrário à terceirização da saúde pública e defende o fortalecimento do SUS por meio da convocação de concursados, valorização dos servidores efetivos e melhoria das condições de trabalho nas unidades estaduais.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, afirmou que o posicionamento do deputado reforça uma preocupação legítima dos trabalhadores da saúde. “O concurso público foi realizado exatamente porque existia necessidade de profissionais nas unidades. Não faz sentido ampliar terceirização enquanto existem aprovados aguardando convocação”, destacou.