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Hospital de Colíder é interditado por infestação de pragas e estrutura precária


28-04-2026 15:12 - ASSESSORIA SISMA MT


Foto: Christiano Antonucci | Secom-MT


Uma inspeção da Vigilância Sanitária Estadual resultou na interdição do Hospital Regional de Colíder, em Mato Grosso, após a constatação de graves irregularidades estruturais e sanitárias na unidade. A fiscalização identificou ao menos 228 irregularidades, incluindo infestação de pragas, equipamentos enferrujados e falhas graves na conservação de alimentos, como freezer quebrado. 

A unidade, que atende pacientes de toda a região, apresentou um cenário considerado crítico pelos órgãos de controle. Entre os problemas mais alarmantes está a presença de vetores e pragas urbanas, evidenciando a ausência de controle sanitário contínuo, o que contraria normas básicas de biossegurança exigidas para unidades de saúde.

Além disso, a vistoria apontou o uso de equipamentos médicos com sinais avançados de oxidação. A presença de ferrugem em instrumentos utilizados em atendimentos e procedimentos compromete diretamente a segurança dos pacientes e demonstra falta de manutenção adequada da estrutura hospitalar. 

Outro problema identificado foi o acúmulo inadequado de resíduos em áreas próximas ao setor de emergência, criando ambiente propício para proliferação de animais peçonhentos e agravando ainda mais o risco sanitário. 

O conjunto de irregularidades levou à interdição da unidade, que só poderá retomar plenamente suas atividades após comprovar a correção das falhas apontadas pelos órgãos fiscalizadores. 

O SISMA-MT já vinha denunciando: a falta de planejamento, manutenção e investimento adequado na saúde pública de Mato Grosso. O problema não é isolado e evidencia um cenário de precarização que afeta diretamente as condições de trabalho dos profissionais e a qualidade do atendimento prestado à população.

Para o sindicato, situações como essa são reflexo de uma gestão que não prioriza a estruturação do SUS e a valorização dos servidores. A ausência de investimentos básicos em manutenção, controle sanitário e equipamentos demonstra falhas graves na condução da política pública de saúde. Enquanto há demanda crescente por atendimento, o Estado não garante condições adequadas de trabalho nem estrutura mínima para o funcionamento dos serviços.

O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, afirmou que o caso é grave e precisa de resposta imediata do poder público. “Estamos falando de uma situação que coloca em risco pacientes e profissionais. Isso não pode ser tratado como algo pontual. É resultado de falta de planejamento e de prioridade na saúde pública”, destacou.

O SISMA-MT seguirá acompanhando o caso e cobrando providências dos órgãos responsáveis. Para o sindicato, é fundamental que as irregularidades sejam corrigidas com urgência, garantindo a retomada do atendimento em condições adequadas.

A entidade reforça que a população é a principal afetada quando o sistema falha e que a saúde pública precisa ser tratada com responsabilidade, transparência e compromisso com a vida.


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