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Denúncias na saúde de MT se acumulam e reforçam crise no Estado


25-04-2026 08:00 - ASSESSORIA SISMA MT



Uma série de denúncias envolvendo a área da saúde em Mato Grosso tem ampliado o alerta sobre a condução do setor no estado. Entre os pontos mais recentes estão as declarações do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que apontam suspeitas graves em processos de contratação de OSS no Hospital Reginal de Cáceres e no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, além das discussões sobre o desmonte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e investigações já em andamento relacionadas à Operação Espelho.

De acordo com as informações divulgadas pelo Dep. e Presidente da ALMT, Max Russi, a denúncia envolve possível favorecimento em processos licitatórios dentro da Secretaria de Estado de Saúde, com indícios de direcionamento para uma empresa que já teria recebido cerca de R$ 80 milhões em contratos públicos. A mesma empresa, segundo relatos, é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Outro ponto que chamou atenção foi a informação de que apenas essa empresa teria condições de atender determinados critérios dos editais, o que levanta questionamentos sobre a transparência e a competitividade dos processos. Há ainda relatos de que um servidor que teria atuado na condução de licitação posteriormente passou a integrar o quadro da própria empresa beneficiada.

As denúncias ganham peso pelo fato de partirem do presidente do Legislativo estadual, aliado da atual gestão, o que evidencia a gravidade da situação e a necessidade de apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle.

Além disso, surgiram informações de que haveria orientação dentro da Secretaria de Saúde para não atender demandas encaminhadas por deputados estaduais, o que reforça um cenário de tensão institucional e falta de diálogo na condução da política pública de saúde.

O conjunto de denúncias se soma a outros problemas já enfrentados no setor, como a crise no SAMU, a redução de equipes, a sobrecarga de profissionais e as dificuldades enfrentadas pela população no acesso a exames, consultas e atendimentos especializados.

Para o SISMA-MT, o cenário confirma uma preocupação que o sindicato já vinha denunciando: a falta de planejamento e a adoção de medidas que fragilizam a estrutura do SUS em Mato Grosso. O problema não é isolado e aponta para uma crise estrutural que afeta diretamente trabalhadores e usuários do sistema.


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