O parlamentar apontou que o caminho para fortalecer o serviço não é a substituição de profissionais, mas sim a integração e valorização das equipes que já atuam no SAMU. A crítica ocorre em meio a um cenário considerado preocupante. Informações já divulgadas anteriormente indicam que ao menos 56 profissionais estão sendo desligados, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores de ambulância, todos essenciais para o funcionamento do serviço.
O impacto pode ser imediato. Há risco de fechamento de bases operacionais e redução da capacidade de atendimento, o que compromete diretamente o tempo de resposta em situações de urgência e emergência, como acidentes, infartos e AVCs.
Além disso, o debate também envolve a possibilidade de mudanças na forma de operação do serviço, o que tem gerado preocupação entre parlamentares e entidades, que defendem a manutenção de equipes técnicas qualificadas no atendimento pré-hospitalar.
O caso ganhou ainda mais gravidade diante das denúncias de que o SAMU pode sofrer um processo de enfraquecimento estrutural. Parlamentares já chegaram a solicitar investigação sobre o que classificam como possível “desmonte” do serviço, com impacto direto na população.
Para o SISMA-MT, a situação reforça um alerta que vem sendo feito há anos: a redução de profissionais na saúde pública compromete o funcionamento do SUS e coloca vidas em risco. O sindicato destaca que serviços como o SAMU são estratégicos e não podem sofrer cortes sem planejamento e sem garantir a continuidade do atendimento.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, reforça que a saída não está na redução de equipes, mas no fortalecimento do serviço público. “Estamos falando de um serviço que salva vidas todos os dias. Reduzir equipes é comprometer o atendimento e colocar a população em risco. O que precisamos é de mais investimento, mais servidores e melhores condições de trabalho”, pontua.
O sindicato também ressalta que existem profissionais qualificados e aprovados em concursos aguardando oportunidade, enquanto o estado enfrenta déficit de pessoal em diversas áreas da saúde.
A mobilização em torno do tema segue crescendo, com pressão de parlamentares, sindicatos e da sociedade para que o governo reveja as medidas e apresente soluções que garantam a continuidade e a qualidade do atendimento prestado pelo SAMU em Mato Grosso.