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SISMA se reúne com empresa que administra o HR de Cáceres e cobra soluções imediatas após denúncias de servidores


05-02-2026 15:36 - ASSESSORIA SISMA MT

SISMA-MT se reúne com empresa que administra o Hospital Regional de Cáceres e cobra soluções imediatas após denúncias de servidores.


O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA-MT) esteve em Cáceres para tratar, de forma direta, das graves denúncias feitas por servidores do Hospital Regional após a terceirização da gestão da unidade para a Organização Social de Saúde AGIR. As reclamações, que também passaram a ser divulgadas pela imprensa local, apontam falta de profissionais, sobrecarga de trabalhadores, falhas na organização dos serviços, ausência de responsáveis técnicos em setores essenciais e riscos concretos à segurança de pacientes.


Diante da gravidade da situação, o presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, e a diretora de Assuntos Sociais, Célia Cristina, estiveram no Hospital Regional de Cáceres e se reuniram com o diretor da AGIR, Antônio Jorge, para apresentar formalmente todas as denúncias recebidas pelo sindicato.


Segundo a diretora Célia Cristina, a visita ao hospital confirmou a veracidade das reclamações feitas pelos trabalhadores. “Nós estamos no Hospital Regional de Cáceres, a AGIR está administrando o hospital, e constatamos no local que as denúncias são verdadeiras. Levamos todas as demandas à direção da empresa, que se posicionou dizendo que irá corrigir as falhas. Já estão trabalhando para ajustar o que está errado, para que não haja mais problemas no atendimento. O SISMA está em cima, fiscalizando e cobrando. Queremos que a empresa cumpra o que foi acordado e que os trabalhadores tenham um espaço digno para prestar o seu serviço”, afirmou.


Durante a reunião, o diretor da AGIR reconheceu que houve falhas no processo de transição e na recomposição das equipes, o que acabou gerando sobrecarga aos profissionais e prejuízos ao funcionamento dos setores. Ele informou que pediu um prazo para resolver os problemas e que já iniciou medidas para corrigir a falta de pessoal. Também ficou encaminhada a realização de reuniões com os trabalhadores do hospital, previstas para a próxima semana, com o objetivo de dialogar diretamente com as equipes, esclarecer dúvidas e apresentar as providências adotadas.


O presidente Carlos Mesquita reforçou que o sindicato acompanha de perto a situação e mantém uma posição histórica contrária ao modelo de terceirização da saúde por meio de Organizações Sociais. Segundo ele, a experiência tem mostrado que as OSS não resolvem os problemas estruturais da saúde pública e, muitas vezes, aprofundam a precarização do trabalho e do atendimento à população. “O SISMA sempre foi claro ao se posicionar contra as OSS. Esse modelo fragiliza o SUS, precariza as relações de trabalho e compromete a qualidade do serviço prestado. Quem perde é o serviço público, são os trabalhadores e, principalmente, a população que depende da saúde pública”, destacou.


O sindicato informou que continuará acompanhando a situação no Hospital Regional de Cáceres, fiscalizando o cumprimento dos compromissos assumidos pela empresa, dialogando com os servidores e levando as denúncias aos órgãos de controle sempre que necessário. Para o SISMA-MT, não é admissível que trabalhadores atuem em condições precárias nem que pacientes sejam expostos a riscos em uma unidade pública de saúde. A defesa do SUS, dos servidores e da população seguirá sendo prioridade.

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