Com falta de insumos, servidores realizam arrecadações para o desenvolvimento das atividades

O Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e outras drogas (CAPS’AD) está de portas abertas para o acolhimento. No local os ‘clientes’, conforme a nova nomenclatura, recebem atendimento clínico e também são assistidos por meio de grupos de apoio, nutrição, grupo familiar e da mulher, psicoterápia e arteterapia. Vale ressaltar que o futuro cliente não precisa necessariamente de encaminhamento, sempre será acolhido.

Todo esse trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde é realizado em um prédio com aproximadamente 200 metros² e conta com um espaço utilizado para recreação dos grupos, que também serve como refeitório para servidores e clientes.

Recentemente o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (SISMA) doou materiais para o grupo de arteterapia, considerando a falta de insumos na unidade. Importante destacar que o fato de não terem os produtos necessários para o desenvolvimento das atividades, não impede que os atendimentos sejam realizados, pois de forma criativa e com empenho os servidores realizam arrecadações, por meio de outros recursos, como bazar e doações.

“A nossa dificuldade vai muito além de falta de materiais, na salinha onde realizamos o grupo de artes, não possui torneira, pia e nenhum suporte para que os clientes possam lavar as mãos, após a aula com pinturas. Utilizamos papéis, panos e latinhas com água para higienização”, lamenta a Técnica em educação artística, Eunice Maria Dal Maso.

Eunice, atua como técnica de educação artística há 10 anos e conta a importância dos grupos. “Na criação o mais importante é o processo para chegar ao produto final. A arteterapia na saúde mental, por exemplo, atua no desenvolvimento do potencial criativo e expressivo, onde as diversas linguagens artísticas e expressivas se encontram. O objetivo é estimular o desenvolvimento do cliente, por meio, das atividades e o autoconhecimento, em um espaço de vivência, de escuta e de reflexão, tecendo paralelos entre os processos criativos e individualizados”.

A definição de qual será o grupo que o cliente vai participar é feita por meio da avaliação que considera o cliente como um todo, comportamento/produção, respeitando aspectos como: condições do paciente, idade cronológica, nível da psicomotricidade, preferências individuais e autonomia diante do desafio de cada atividade proposta.

“Deveríamos ofertar mais serviços de saúde mental desse porte. O Estado deveria dar todo suporte, o que não acontece. Nosso serviço é humano, nós não precisamos de aparelhos tecnológicos. Nos comovemos com a causa, e assim, seguimos com bazares, doações e muitas das vezes tiramos do próprio bolso. Tudo para não deixar o nosso cliente desassistido”, ressaltou o psicólogo e diretor do SISMA, Robson Alves.

“É com imensa satisfação que o SISMA contribui com esse brilhante trabalho desenvolvido no CAPS’AD, por profissionais que são, além de competentes e éticos, trabalham com humanização e isso na saúde mental é fundamental. Infelizmente falta apoio nessas ações que fazem a diferença no tratamento, portanto todas as vezes que forem requeridos auxílio do SISMA, estaremos prontos para atender, pois isso também é trabalho do sindicato. Parabenizo essa brilhante equipe do CAPS’AD.

 

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