- SEXTA, 05 DE MARÇO DE 2021

Única News: Vamos reagir com mobilizações, diz presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde

Foto Assessoria


Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Carmem Machado, afirma que está sendo planejada uma série de mobilizações para sensibilizar Governo, deputados e secretário de Estado de Saúde, como reação à manutenção do veto do governador Mauro Mendes (DEM) ao PLC 36, que propunha o fim do confisco de 14% nos holerites dos aposentados e pensionistas da carreira estadual.

A manutenção do veto se deu em sessão de hoje (10) na Assembleia Legislativa.

A intenção, segundo a sindicalista, é reverter, o quanto antes, essa situação “calamitosa e injusta”. Ela assegura que, com a manutenção do veto ao PLC 36, a batalha foi perdida mas não a guerra. “Estamos pensando em várias mobilizações para sensibilizar o governador, deputados, gestor do Estado de saúde, para que novas alternativas sejam tomadas”, diz a presidente do Sisma.

A sindicalista lembra a dificuldade que foi para que o projeto, de autoria do deputado estadual petista Lúdio Cabral, aprovasse em primeira e em segunda votação. Na segunda, a Assembleia foi unânime. Só que o Governo vetou. Em trâmite na Assembleia, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sugeriu a derrubada do veto, mas a configuração de votos mudou e o Governo obteve 12 apoios, contra 11, arregimentados em favor do fim do confisco.

O Sisma ressalta que todas as mobilizações vão respeitar regras de barreira ao coronavírus, até porque o confisco de 14% atinge idosos, do grupo de risco para a Covid-19.

Após a manutenção do veto, o líder do Governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), disse que o projeto é inconstitucional e que, se o veto fosse derrubado, o Governo recorreria na Justiça. Por isso, mudou o voto, seguindo a "consciência do governo", e agora defende a formação de uma comissão para estudar o imbróglio, amenizar perdas e tentar atender às partes.

Já o deputado Lúdio, autor do projeto, disse que a Assembleia foi “covarde”, porque o corte no salário de quem deu a vida pelo serviço público significa inclusive dificuldade de comprar medicamentos para doenças crônicas, comuns na velhice. A deputada Janaína Riva (MDB) também lamentou o resultado dos votos e disse que vai tentar intermediar mudanças, para amenizar as perdas.

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