- QUINTA, 09 DE ABRIL DE 2020

Sem teletrabalho, aglomeração na Saúde preocupa servidores

Servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) denunciaram aglomeração de funcionários e risco de contágio por coronavírus no prédio central, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

 

Por meio de denúncia anônima, os técnicos administrativos relataram que centenas de pessoas se espremem nas salas da Secretaria entre 12h e 13h30. Os servidores estão trabalhando em turnos de revezamento, sendo o primeiro das 7h30 às 13h30 e o segundo com início às 12h e fim às 18h. Diante deste cenário, os trabalhadores relataram medo geral.

 

As queixas foram confirmadas pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, que realizou vistoria no prédio na manhã desta terça-feira (24).

 

Alves notou clima de apreensão entre os trabalhadores da Secretaria. Para ele, os servidores, apesar de serem da área da Saúde, não estão preparados para lidar com os perigos do Covid-19.


“Eles estão muito preocupados. A gente sabe quais são as frentes necessárias, não tem necessidade de ficar todo esse pessoal dentro da secretaria. Isso gera medo. Mesmo sendo trabalhadores da Saúde, nós não temos nervo de aço para suportar carga emocional e tensa que o momento tem demonstrado”, afirmou.

 

O sindicato identificou que os servidores estão trabalhando em salas cheias, sem máscaras de proteção e sem manter a distância mínima de 1,5m entre cada um.

 

“De meio dia a uma e meia da tarde, vai ficar todo o conjunto de trabalhadores. Ali são centenas de servidores, mais de 500 servidores lotados no prédio do nível central da SES”, afirmou o sindicalista.

 

Além disso, o Sisma também constatou que o regime de teletrabalho, decretado pelo governador Mauro Mendes (DEM), não foi aplicado na SES. Para Oscarlino, há diversos setores que não precisam estar no prédio e podem ser realocados para trabalharem de casa.

 

“Não constatamos servidores que foram mandados para teletrabalho em casa e tem muitas frentes que dá para trabalhar como teletrabalho”, apontou.

 

Oscarlino disse que a direção da SES foi notificada pelo sindicato e o Ministério do Trabalho também foi acionado. Enquanto isso, o Sisma tenta dialogar e chegar a um acordo.

 

O outro lado

 

A Secretaria negou que haja aglomeração de servidores nas salas. Para o órgão, esse revezamento ajuda na diminuição de pessoas, mesmo sendo no período de troca de turno.

 

A SES ainda afirmou que há setores e integrante do grupo de risco atuando em teletrabalho e isso reduziu a quanditade de funcionários nas dependências do prédio.

 

O órgão disse que adotou medidas de prevenção contra o Covid-19 como a restrição da entrada de público externo, intensificação do serviço de limpeza e disponibilização de álcool em gel nos corredores.

 

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