- QUARTA, 18 DE SETEMBRO DE 2019

SISMA participa da Audiência Pública de retomada das obras do Hospital Universitário Júlio Müller



    Realizada a pedido do Deputado Paulo Araújo, Presidente da Comissão de Saúde da Al/MT, a audiência aconteceu no Plenário de Deliberações Renê Barbour, contou com a presença do deputado federal Emanuelzinho, Senador Wellington Fagundes, Deputados Estaduais Wilson Santos, Allan Kardek e Drº Gimenes, Secretária  adjunta de gestão hospitalar Deise de Cassia Bocalon Maia, Pró reitores da UFMT , Neurilan Fraga (Presidente da AMM), e representantes da faculdade de medicina.


    Iniciadas em 2012 e com previsão de entrega para 2014, as obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller estão paralisadas há quase seis anos. O prédio está sendo construído às margens da MT – 040 – trecho entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. O projeto é fruto de um convênio entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC) com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o governo do Estado de Mato Grosso.


    Emendas parlamentares serão fundamentais para garantir a conclusão das obras do novo Hospital Universitário Júlio Muller. Pelo menos é o que informa o secretário Estadual de Infraestrutura, Marcelo Oliveira


    Convênio assinado em 2011 entre a Universidade Federal de Mato Grosso e o governo do Estado previa a destinação de 50% do valor da obra para cada um. “Os recursos da UFMT, que hoje chegam a quase R$ 80 milhões, foram depositados e estão parados na conta desde que as obras foram paralisadas, em 2014”, reclamou o senador Wellington Fagundes, membro da Comissão de Saúde do Senado Federal.


    Já os outros 50%, que correspondem a contrapartida do Estado, não foram aplicados até hoje nas obras, que só foram executadas em 10% do total.


    Parado há cinco anos, o novo hospital deveria atender ao ensino superior em pesquisa e extensão e consequentemente a população com 250 leitos, 23 UTIs para adultos, 16 UTIs pediátricos e 20 UTIs neonatais, além de farmácia, laboratórios, salas de cirurgia e clínicas em diversas especialidades.


    O reitor em exercício da UFMT, Evandro Soares, diz que investir no novo hospital é um bom negócio para o estado e os municípios. “Vamos contribuir para melhorar a saúde de toda a população”, diz.

O presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa, Paulo Araújo (PP), afirmou que o Estado tem um déficit de quase 3000 leitos na rede hospitalar pública em Mato Grosso. A sociedade, segundo o parlamentar, quer saber quando o governo vai retomar as obras que estão paralisadas. “Em 2011, foram depositados R$ 85 milhões e nesse período esse valor rendeu juros sobre o montante. Por isso precisamos saber se a saúde pública é prioridade do governo.


    Araújo acredita que a audiência realizada nesta segunda-feira irá impulsionar a retomada das obras.


    “Isso acontece num momento em que temos um déficit de 3 mil leitos”, diz o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde, Oscarlino Alves.


    Ele deixa uma provocação perguntando sobre como está estruturado os hospitais regionais sob responsabilidade do Estado e como estão os equipamentos de diagnóstico de imagens, pergunta ainda o porquê do enorme gasto com a farmácia de alto custo e questiona sobre quem está pagando essa conta?


    Segundo o Presidente do SISMA-MT ainda falta em torno de 200 milhões para a conclusão das obras do Hospital Júlio Müller, sem equipamentos, em um custo total de 240 milhões atualizado. Questiona ainda os recursos para o custeio do hospital e compra dos equipamentos.


     Tema de Audiencia Pública na última segunda-feira (12), não há ainda data para reinicio dos trabalhos no novo Hospital Universitário Júlio Müller, mas o compromisso da audiência é para que o governo do estado conclua as contratações por RDC e reinicie até o primeiro semestre de 2020.

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