- QUARTA, 18 DE SETEMBRO DE 2019

Sucateamento do Cermac é constatado por deputados em visita ao local

Na manhã desta terça-feira (04), deputados da Comissão da Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, junto ao presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, foram até o Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades de Mato Grosso (Cermac), para uma fiscalização das condições do local.

“O Cermac, como vocês podem ver, está totalmente sucateado e há muito tempo não recebe qualquer tipo de manutenção nos equipamentos”, diz o deputado estadual, Paulo Araujo (PP).

O deputado estadual Lúdio Cabral ( PT) reitera o que o colega diz, pontuando ainda que a situação vem ocorrendo ao longo do tempo. “O Cermac tem tradição e vem sendo, gradativamente, desmontado. Aqui já teve ambulatório de obesidade com os melhores especialistas da área e, por conta de decisão de governo, o serviço foi desmontado e não foi implantado em nenhum outro lugar. Privatizar por meio das OSs foi sucateando cada um desses serviços”, disse Cabral.

Eles explicam que estão percorrendo e mapeando os serviços de saúde em Mato Grosso, para fiscalizar e poder cobrar melhorias.

“É uma estratégia adotada pela Comissão, com um calendário das ações e visitas in loco, nas unidades do interior e de Cuiabá, sob gestão estadual. No interior queremos compreender o motivo de 70% dos pacientes virem para a capital e, com isso, ocupar a rede de saúde aqui de Cuiabá. Precisamos avançar na interiorização e o perfil assistencial dessas unidades do interior precisam melhorar”, pontua Paulo Araujo.

A diretora do Cermac, Josineide Rita dos Santos, cobra melhorias e afirma que o local está esquecido, mesmo sendo referência para os 141 municípios de Mato Grosso.

“Precisamos melhorar a estrutura física, que está visivelmente precisando de investimento. Também estamos com déficit de servidores, já que muitos estão saindo de licença prêmio e se aposentando”, salienta a diretora.

Oscarlino crítica a estrutura, mas analisa ainda que, além de todas as questões estruturais de toda ordem das unidades de saúde do Estado, há ainda mobiliários sucateados e riscos biológicos químicos aos quais os servidores estariam expostos, com a falta de equipamentos adequados e investimentos.

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