- QUINTA, 20 DE SETEMBRO DE 2018

SISMA participa de debates e reflexão sobre a Saúde pública de Mato Grosso

O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde, SISMA-MT, representante do segmento dos trabalhadores no Conselho Estadual de Saúde (CES/MT), membro do Fórum Permanente de Saúde  e defensor do Sistema Único de Saúde (SUS), se fez presente no dia 31.08.18, no II Encontro promovido pelo Fórum.  O evento objetivou promover maior integração entre as instituições e discutir a Rede de Atenção à Saúde no estado, tendo como tema central “Transparência na Saúde - os Caminhos do SUS em MT”. A proposta  é de aproximar as entidades que atuam na área da saúde e os órgãos de controle, profissionais que atuam no setor buscam alternativas para melhorar a fiscalização da aplicação de recursos e o funcionamento de todo o sistema.

 

Esta segunda edição contou com a parceria  do Ministério Público Estadual, OAB/MT, Movimentos Sociais e membros do Conselho Estadual de Saúde, sendo realizado em período integral no auditório da Sede das Promotorias de Justiça, em Cuiabá.

 

Participaram do debate representando o Sindicato a presidente interina, Ana Claudia Machado, a diretora, Tatiana Neves e a ouvidora sindical, Sheisa Santana que analisaram como enriquecedor a inciativa e também os temas abordados no encontro.

 

O promotor de Justiça que atua na Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá, Mauro Zaque de Jesus, abriu o evento e  ressaltou que a questão é complexa, mas  mudanças precisam ser implementadas. Os resultados, segundo ele, não serão de imediato, mas a médio e longo prazo. Destacou que há necessidade de mais transparência nos gastos e nas ações realizadas

 

A médica e professora doutora em Saúde Pública, Lígia Bahia, que palestrou na abertura,  falou sobre os caminhos do SUS. Ela fez uma abordagem histórica sobre a saúde no Brasil e revelou que, ao contrário do que muitos afirmam, no Brasil não se gasta muito dinheiro na saúde. “O Brasil gasta muito pouco com a saúde, muito menos que a Argentina, Uruguai, entre outros países. Além disso, gasta muito mais com o setor privado do que com o público. Gasta-se pouco e mal”, criticou.  Defende um acompanhamento da aplicação dos recursos, mas enalteceu também a importância da análise dos dados da própria saúde. Citou como exemplos problemas relacionados ao aborto, mortalidade materna, nascimento prematuro, dengue, Leishmaniose visceral, doenças infecciosas, entre outros fatores.

 

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso na Faculdade de Medicina e coordenador do Fórum, Reinaldo Gaspar Mota, enfatizou que a discussão sobre os caminhos do SUS foi uma sugestão do próprio Fórum. O grupo, segundo ele, nasceu com o propósito de defender o Sistema Único de Saúde a partir da interlocução com os usuários e os profissionais que atuam na área da saúde. “Essa articulação faz parte de um processo de fortalecimento da democracia em nosso Estado”, observou.

 

Participaram também dos debates conselheiros municipais e estaduais de Saúde, magistrados, defensores públicos, técnicos que atuam na Saúde Pública, representante dos Escritórios Regionais de Saúde, movimentos sociais, conselheiros e servidores do Tribunal de Contas e estudantes.

 

Em sua fala,  Ana Claudia reforçou a necessidade destes eventos para promover o debate e o fortalecimento na luta. “A falta de investimento na área da Saúde, a desconstrução do SUS e os aspectos negativos que isso gera são duramente sentido pela população  no cotidiano, local e nacionalmente. Por isso, este encontro e os momentos de reflexão sobre a saúde pública são fundamentais, pois são neles que encontramos motivação, força e propostas de soluções,  e é onde nos empoderamos de informação para ocupar nossos espaços, garantidos e fundamentados”.

 

A dirigente ressaltou ainda a necessidade da união dos entes para promover a renovação e conseguir melhores resultados. “Somente com a renovação e união conseguiremos resultados positivos para o SUS e para os órgãos de controle social. Precisamos ocupar espaços de debate como conselhos, e não permitir o desmonte e privatizações”, ressaltou a presidente interina.

 

O encontro foi encerrado às 18h, teve como produto final a confecção de um documento contendo diversas propostas dentre elas a instituição de um grupo de trabalho de abrangência estadual, com definição de agenda e outros encaminhamentos em prol da Saúde Pública.

 

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