- SÁBADO, 26 DE MAIO DE 2018

Fórum Sindical volta a cobrar melhorias e transparência do MT Saúde

Os dirigentes do Fórum Sindical voltaram a se reunir com o presidente do MT Saúde, a fim de debater a problemática vivenciada pelos usuários da caixa assistencial dos servidores públicos de Mato Grosso. A reunião ocorreu na última sexta-feira, 27 de abril, das 15h às 17h30 min, na sala de reuniões da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ), onde os representantes das categorias do Poder Executivo voltaram a cobrar a transparência nas ações da caixa assistencial.


A tão esperada presença do secretário de Fazenda, Rogério Gallo novamente foi frustrada, pois mesmo a reunião ocorrendo na sede da SEFAZ o chefe da pasta não participou dos debates. “A presença do secretário Rogério Gallo tem sido cobrada para que sejam repassadas as informações financeiras da caixa assistencial, já que os recursos estão contidos na conta única e que o mesmo faça compromissos futuros em nome do governo”, sintetizou o presidente do SISMA, Oscarlino Alves.


Na reunião Oscarlino foi enfático em sua fala, cobrando documentos comprobatórios do desequilíbrio financeiro relatado pelo presidente da caixa assistencial, Basílio Bezerra dos Santos. O presidente da caixa assistencial informou-nos que ele e sua equipe estão se inteirando das informações da autarquia. “Entendemos, mas é preciso que essa ação seja rápida, visto que os usuários do plano precisam de atendimento, a saúde não espera”, sintetizou.


Para o presidente do SISMA é indispensável à apresentação dos documentos que evidenciem de forma racional o valor arrecadado e as despesas para entendermos em que momento deu-se início a problemática financeira. “Atualmente os usuários do plano pagam as mensalidades via desconto em folha e por boleto a coparticipação, mas mesmo estando com as faturas em dias não conseguem atendimento junto à rede do MT Saúde”, pondera o dirigente.


A fala de Oscarlino foi reafirmada pelo presidente do SINPAIG, Edmundo Cesar e demais dirigentes do Fórum presentes na reunião. Os sindicalistas foram unanimes em afirmar que os usuários da caixa assistencial do servidor vêm sofrendo dano moral e financeiro pela falta de atendimento. O governo não faz o aporte financeiro mensal de sua responsabilidade de até 4 milhões e isso agravou ainda mais a situação com déficit de 30 milhões em 2017. “É claro que os servidores públicos não desejam ficar dependentes do repasse do Governo para complementar o recurso do MT Saúde, mas como é algo que consta na Lei de criação da autarquia imposta após a extinção do IPEMAT, precisamos que seja cumprida”, afirmou o representante da categoria da Saúde.


Atualmente a caixa assistencial conta com aproximadamente 23 mil vidas, sendo 12 mil titulares e a necessidade do reajuste das tabelas baseada no INPC dos três últimos anos foi apontado pelo presidente do MT Saúde como urgente para manutenção do mesmo, pois segundo Basílio a correção não ocorre desde 2015.


“Nossa expectativa é que haja melhorias sim, mas não achamos justo que o reajuste seja realizado antes da caixa assistencial ter uma rede credenciada de qualidade”, finalizou Oscarlino.

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