- SÁBADO, 26 DE MAIO DE 2018

O Fórum de Saúde convoca população para o Ato em Defesa do SUS em frente da AL/MT, nesta terça (27/02), às 13h

O Fórum de Saúde de Mato Grosso, que agrega entidades que lutam em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, se une tarde desta terça-feira, 27 de fevereiro, para realização do lançamento do ato “Movimento em Defesa do SUS”. A manifestação que agrega entidades sindicais, instituições de ensino e movimentos sociais visando chamar atenção da população mato-grossense para a situação caótica da Saúde Pública no Estado ocorre às 13h, em frente à Assembleia Legislativa, em Cuiabá.


O SISMA é uma das instituições que integra o movimento, e convida todos servidores do SUS e a população a comparecerem vestindo roupas pretas, indicando o luto na saúde, e se unir neste importante ato que tem por finalidade  conscientizar a população a cerca da corrupção e outros fatores que desencadeiam na precarização e sucateamento da saúde pública em Mato Grosso. Entre as principais ameaças contra o SUS se destacam: a falta de Políticas Públicas, a péssima distribuição de recursos, o atraso nos repasses de recursos aos municípios e instituições filantrópicas, além da falta de estrutura e de apoio as ações do Conselho Estadual de Saúde (CES), e a precariedade da estrutura das unidades de saúde em Mato Grosso onde faltam equipamentos, medicamentos, recursos humanos [sem concurso público há mais de 15 anos].


O presidente do Sindicato, Oscarlino Alves, que atua como conselheiro estadual de saúde, ressalta que a precariedade na assistência a saúde está instalada em todas as unidades do Estado, por isso se faz necessário à realização deste grande ato, que vislumbra informar a situação caótica a população, e buscar auxilio da sociedade civil organizada para mudar o panorama. “Temos visitado as unidades de Saúde, tanto na capital e interior, e a falta de estrutura e precariedade tem se agravado cada vez mais. São obras inacabadas e com problemas estruturais nas unidades que carecem de manutenções e reformas imediatas. Os servidores têm buscado soluções para manter os atendimentos, usando muitas vezes recursos próprios, mas isso não é mais possível, pois falta tudo, de estrutura física, mobiliários, e especialmente material de expediente, medicamentos e insumos. A Saúde em Mato Grosso está na UTI!”, afirma o sindicalista.


Para o médico, Reinaldo Mota que também é membro do Fórum e do CES/MT é preciso que haja uma mudança estrutural na forma da Saúde trabalhar os agravos e patologias que acometem nossa população, especialmente: hanseníase, tuberculose e as doenças tropicais [dengue, malária, doença de Chagas, febre amarela, leishmaniose] que estão em alta incidência, principalmente nesta época de chuvas. “Precisamos ver a saúde como um todo, e por isso é salutar o debate com a população, informando o que está acontecendo nas unidades e pedindo sobre tudo apoio do Poder Legislativo”.


“Os trabalhadores do SUS tem sido verdadeiros heróis sem as condições ideias de trabalho e se você se sente prejudicado por essas e outras precariedades na saúde, junte-se ao MOVIMENTO EM DEFESA DO SUS”, conclama Oscarlino aos servidores do SUS, população e movimentos sociais.

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