- SÁBADO, 26 DE MAIO DE 2018

JORNAL A GAZETA: Escalonamento - Medida seria ´preventiva´

Secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB) recebeu na tarde de ontem representantes do Fórum Sindical que estiveram no Palácio Paiaguás para tratar do pagamento da folha salarial de janeiro. Os sindicalistas demonstravam preocupação com a possível estratificação da folha, o que foi admitido pelo secretário. No entanto, Russi revelou otimismo com a arrecadação e tranquilizou os servidores com a informação de que a divisão em faixas salariais foi uma medida adotada “por prevenção”. 


Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma), Oscarlino Alves, o secretário afirmou que o escalonamento não deve ser utilizado, caso o fluxo de caixa seja favorável. “Segundo ele, tudo indica que não vai ser necessário”, afirma Alves. 


Diante das dificuldades criadas pela crise financeira, a equipe econômica do governo elaborou as possibilidades para viabilizar o pagamento da folha, o que inclui o escalonamento ou o pagamento prioritário para determinadas áreas, como Saúde, Segurança e Educação. No início da semana, o governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o objetivo dos estudos econômicos é evitar prejuízos para os servidores e garantir o pagamento até o dia 10, seguindo o que determina a Constituição estadual. Conforme a Secretaria de Gestão (Seges), a folha bruta da administração direta, autarquias e fundações, referente a janeiro fechou em R$ 639 milhões e o décimo terceiro em R$ 44,1 milhões. 


Também na reunião, os dirigentes sindicais expuseram a preocupação quanto à gestão financeira do MT Saúde. O governo não estaria repassando regularmente a contrapartida de cerca de R$ 4 milhões e os atrasos geraram uma dívida de R$ 35 milhões. Por isso, o tema será levado ao secretário de Fazenda, Rogério Gallo, que buscará solução para a saúde financeira do instituto e a consequente melhoria do atendimento aos 26 mil usuários. Um dos pontos a ser tratado é a destinação dos valores descontados desses servidores para a conta única (fonte 240), o que, para o sindicato, fere a autonomia da autarquia.

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