- DOMINGO, 22 DE OUTUBRO DE 2017

MUVUCA POPULAR: Sindicato diz que Taques não conversa e obriga servidores aceitarem atrasos no salário

Sem diálogo e limitando-se apenas em enviar notas pela mídia, é o que o governador do Estado, Pedro Taques tem feito quando o assunto é atraso dos salários dos servidores públicos. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), ressalta as promessas do tucano em não mudar mais a data de pagamento e de um concurso público para reforçar o quadro de funcionários do Intermat. Todas não cumpridas.

Sendo assim, o Sindicato entra na próxima semana com ação de obrigação de fazer contra o Estado. A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (11.10), data em que ainda não havia sido depositado o salário dos servidores do Intermat e do Indea, que compõem sua base tendo apenas a promessa do governo de que pagaria ao longo do dia 11.

A medida se faz necessária, conforme os líderes sindicais, pelo fato de os servidores estarem, apesar de prejudicados com a mudança de data de pagamento, cumprindo o compromisso de trabalhar diariamente mesmo, muitas vezes, sem condições de trabalho para que o Estado não pare.

Somente a volta da identificação da madeira feita desde julho pelo Indea já conseguiu trazer aos cofres públicos mais de R$ 5,5 milhões enquanto o Intermat aguarda concurso para fortalecer seu efetivo de servidores para ajudar ainda reaver o ativo de R$ 500 bilhões em terras que o Estado possui, conforme palavras do próprio Taques. Então, para esses servidores é estranho que a crise esteja cada vez mais grave e que o servidor, que tem apenas seu salário para sobreviver, seja sempre o mais penalizado por conta da efetiva falta de gestão.

Os líderes lamentam que a única forma de combate seja a jurídica uma vez que a do diálogo quase nunca é feita pelo governador, que se limita a emitir notas que o salário não vai sair na data combinada somente na tarde do dia em que disse que faria os pagamentos deixando os servidores sem perspectivas de uma vida tranquila e de contas pagas.

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