- SEXTA, 15 DE DEZEMBRO DE 2017

Governo ameaça atraso de salários, e Sindicato da Saúde reforça chamamento para Paralisação Geral amanhã (11) na AL/MT

Os servidores públicos do Executivo, mais uma vez, são ameaçados com escalonamento e atraso salarial pelo Governo Pedro Taques. As vésperas da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEX) nº 10, popularmente chamada de PEC do Teto dos Gastos, o Governo Estadual, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ) garante o pagamento dos servidores aposentados e pensionistas, mas não confirma a liquidação da folha dos ativos, referente ao mês de setembro.


A medida seria uma forma de justificar a aprovação da PEC de Teto de Gastos que pretende congelar o orçamento público por 10 anos.


Buscando frear a intransigência do Governo Estadual os dirigentes do Fórum Sindical preparam uma grande manifestação para amanhã, 11 de outubro e convocam os servidores do Poder Executivo para a Paralisação Geral. A concentração será às 8h, em frente à Assembleia Legislativa, tendo também agendado um grande Ato no período vespertino, com início às 15h.


O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (SISMA/MT), Oscarlino Alves reitera o chamamento aos servidores da Saúde para que todos se façam presentes neste importante momento. “A PEC nº 10 é extremamente nociva e penaliza a sociedade, com o congelamento de investimentos em áreas essenciais. O que o Fórum deseja é a análise detalhada de outras despesas, como incentivos fiscais, repasses de duodécimos, que podem ser cortados e diminuídos, sem prejuízo à população”, alerta o presidente do SISMA/MT, Oscarlino Alves.


Alves pondera ainda que a falta de recursos para a liquidação da folha de pagamento dos servidores, bem como para a manutenção de serviços essenciais como na Saúde está intimamente ligada a dois fatores as prioridades elencadas pelo Governo e também a necessidade de reafirmar problemas financeiros inexistentes, como as ações como a Caravana da Transformação. “Tudo é questão de prioridade, e o Governo está priorizando ações que nem sequer foram aprovadas nos órgãos competentes, como a Caravana da Transformação que foi reprovada pelo Conselho Estadual de Saúde, órgão máximo de deliberação no SUS. É preciso que os servidores do Executivo se unam para barrar a PEC”, enalteceu o sindicalista.

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